Recentemente atendi um Incorporador que me questionou por que não existem Senior Livings na modalidade Aging in Place na cidade de São Paulo. De fato fui pego de “surpresa”, pois percebi que essa modalidade em particular tem tido uma aceitação formidável por incorporadoras e moradores em municípios não tão gigantescos, porém, em São Paulo ainda não emplacou, como era de se esperar devido ao maior adensamento de pessoas idosas.
Mas tem explicação: diferentemente do que muitos podem imaginar, um Senior Living não deve se localizar em locais afastados, contemplativos, como em um sítio, por exemplo, mais distante da agitada vida urbana. Ao contrário, ao se retirar as pessoas das suas “urbanidades”, cria-se uma barreira ainda maior, favorecendo o isolamento, solidão e distanciamento social.
A maior chance de sucesso de empreendimentos de Senior Living está justamente em locais próximos a Shoppings, Escolas, Universidades e Medical Centers, ou seja, em locais mais urbanos. Não necessariamente em bairros nobres, mas precisa de uma série de amenidades próximas (padaria, cafeteria, farmácia, academia, salão de beleza, restaurante, etc.).
Isso se deve ao fato de manter a transgeracionalidade local, mas principalmente em criar facilitadores de integração familiar. Alguns exemplos: como o pai que leva o filho na escola e vai tomar um café com o avô, ou o neto que sai da universidade e vai almoçar ou jantar com a avó, ou ainda a família (ou a pessoa idosa) que vai ao shopping e surge uma oportunidade de integração social.
Voltando à São Paulo: muito complexo encontrar terrenos para empreendimentos de Senior Living com essas características a valores factíveis, pois o adensamento populacional também é acompanhado pelo adensamento predial, fazendo com que o valor do terreno exerça um impacto muito grande na viabilidade econômica do empreendimento.
Porém, a Grande São Paulo reúne um potencial de consumidores 60+ para Aging in Place, considerando apenas de 1 a 4 % da população idosa, em torno de 300 mil pessoas. Considerando que cada empreendimento possua entre 80 a 200 apartamentos, há uma carência de mais de 1.500 empreendimentos nesse formato.
Enquanto isso, Curitiba, Porto Alegre, Franca, Rio Claro, Campinas e Uberlândia, por exemplo, se destacam nesse cenário, pois também arrebanham um número significativo de pessoas idosas que possuem potencial de enxergar valor (e pagar mais caro o metro quadrado por isso) em Senior Livings que promovam a longevidade mais ativa e independente.
Portanto, o cenário ideal é sempre próximo da vida urbana, em cidades (ou regiões) acima de 250 mil habitantes, pois dessa há contingente de demanda que comporta o investimento nessa modalidade de empreendimento imobiliário.
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